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Trânsito: Viver, matar ou vai morrer?

Pessoal, o assunto é sério, atravessa anos e anos e ninguém faz nada para mudar. E se faz são poucos, muito poucos.

Todos sabem que o trânsito no Brasil, mata mais que a guerra na Síria. Não posso afirmar mas se formos à fundo, talvez somando todas as guerras em curso, nosso trânsito ainda deverá ficar em 1º neste ranking mortal.

Vários fatores promovem a carnificina no trânsito: Pressa, imprudência, imperícia, impaciência, imbecilidade e por ai vai... Podemos incluir nesta relação acima, a falta de sorte. Pois mesmo que você esteja fazendo sua parte, se você estiver no lugar e hora errados e "topar" com um energúmeno no trânsito, as chances de você se envolver em um acidente é de 50%. E será justamente pelos 50% que você não tem controle algum que causará um acidente pois é o outro o responsável pelos 50% dele.

Numa história fictícia, tentarei ilustrar o que uma simples ação pode causar na vida de muitas pessoas:

Sextou!!! Uhull. Sextou para todos, inclusive para Ana Clara. Menina linda, de boa índole, de família igualmente boa. Não são ricos mas tem uma vida legal e amorosa. Ana Clara tem 22 anos, trabalha num escritório contábil, coração financeiro da cidade de São Paulo. Hoje Ana e "asamigas" vão para uma baladinha sertaneja. O plano de Ana e suas amigas é chegar ao local perto das 23h, horário considerado por elas como o melhor para se apresentarem na portaria, pois todos estarão olhando, homens e mulheres. Inclusive as mulheres, chamadas de "recalque".

São 18 horas e Ana entra em seu carro e se prepara psicologicamente para o trajeto que percorrerá até sua casa. Nem é tão longo assim, mas São Paulo, numa Sexta-Feira as 18h, só quem conhece sabe o caos que é.

Ana é disciplinada e não responde às mensagens e ou atende as ligações telefônicas enquanto dirige. Porém sua amiga Júlia, que neste momento está em casa, precisa falar urgentemente com Ana. O assunto é tão urgente que ela não pode esperar mais 1 ou 2 horas, e mesmo que Ana esteja ignorando as mensagens e ligações, Júlia insiste incessantemente.

Júlia é tão ansiosa, que nem se quer deu conta que outras amigas poderiam estar disponíveis naquele momento. Ela só pensava em o por que de Ana Clara sua best friend não estar atendendo. Mesmo sabendo que naquele momento a amiga deveria estar indo para casa.

O sinal fecha e ja não aguentando mais, Ana Clara atende rapidinho.

-Fala, Jú! Estou dirigindo amiga.

- Aninha é para saber como você vestida hoje.

-Estou quase chegan...tu tu tu...

A ligação caiu? Não! Ana Clara achou que o sinal abriu e num ato automático e impensado acelerou. Num cruzamento de extrema periculosidade um caminhão carregado, literalmente passou por cima do carro de Ana. Não houve tentativa de acionamento de socorro por parte de terceiros, pois a única certeza naquele momento era que seria necessária a presença da perícia e do IML.

O motorista do caminhão, Senhor José da Silva, seria um coitado na hora e lugar errado. Ele não teria culpa. Disse não teria, se o Senhor José não estivesse dirigindo a 17 horas ininterruptas e com a velocidade a 25% do permitido naquele local. O pior de tudo o Senhor José estava sob o efeito de drogas que o deixasse acordado pois a carga tinha horário. "Seu Zé" era um bom homem, pai de 4 filhos, casado a 35 anos com a sua amada Dona Maria. O comportamento do "Seu Zé" naquele momento não traduzia o ser humano que foi até aquele momento. A partir dali, mesmo vivo, o Senhor José era o monstro que deveria mofar na cadeia ou arder no fogo do mármore do inferno.

A notícia começa a se espalhar e perto das 21 horas chega até o Pai de Ana Clara. Manoel está perto de casa com os amigos do futebol. Ao receber a triste notícia, desnorteado e incredulo, ele pega seu carro, mesmo depois de algumas cervejas e sai em disparada para confortar sua esposa. Numa curva simples porém que exigia certa atenção, Manoel vira de forma brusca, roda com o carro e atropela 3 crianças que estavam na calçada brincando sob os cuidados de pai e mãe. "Putz" mais uma tragédia e tudo no mesmo dia e em poucas horas. Das 3 crianças atingidas, apenas uma vai sobreviver, mas corre o sério risco de ter as pernas amputadas. O pai de Ana, fugiu, nem sabia o por que estava fazendo aquilo,  fugiu e quando foi pego só teve agravamento em sua situação. Acusado de homicidio doloso, embriaguez ao volante, fulga do local do acidente, resistência à prisão. Enfim, Manoel, de um futebol com os amigos numa Sexta, para uma cela de um DP qualquer.

Desencadeou tanta coisa como um efeito dominó. A notícia chegou até o crush de Ana Clara. Enzo Gabriel ficou louco. Ele já era meio "doidinho". Todos tinham dúvidas sobre ele, não que era má pessoa, mas sim porque era um pouco instável e não costumava levar desaforo para casa. A certeza era de que Enzo Gabriel gostava muito de Ana, e ao receber a notícia, entrou no seu carro potente e saiu sem rumo. Disse à mãe que precisava espairecer. Na verdade para se acalmar Enzo precisava mesmo de um baseado. Foi e fumou. Muito louco chorou e acelerou. Pensou em Ana e chorando acelerou ainda mais. Talvez estivesse apenas tentando se livrar da dor. Que pena, mesmo com a demonstração de um caráter duvidoso, uma vida é uma vida. Enzo Gabriel não se suicidou, na verdade ele perdeu o controle do carro e se arrebentou de frente com um poste de energia. Morreu e continuou como uma incognita, seus amigos debatem se ele se matou ou se foi o acaso. Bom, à 210 km/h fica difícil...

Por volta das 22h ou 23h chega a notícia para Júlia, que já a algum tempo pressentia que algo de ruim tinha acontecido. Todas as outras pessoas que também ainda não sabiam do ocorrido ou dos fatos ocorridos com todos a atendiam, menos quem ela queria que atendesse. Ana Clara = off / Pai de Ana = off / Mãe de Ana (a primeia a saber) = off / Crush de Ana = off.

Júlia conseguiu então falar no celular da mãe de Ana Clara. Quem atendeu foi uma tia pois a mãe estava em estado de choque. Ao saber da notícia, Júlia também entrou em estado de choque. Logo depois em depressão. Ela assimilou os fatos e percebeu que teve grande parcela de culpa naquela sequência de acontecimentos. Sua ansiedade teve sim uma importante participação.

15 dias depois, Júlia não suportou a dor e se jogou do 14° andar do condomínio onde morava. Ela tinha 19 anos.

Pare, pense, reflita e aja!!!










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